Mas, eu não acho que ele "foi". Eu tenho certeza de que ele é comercializado. E sempre foi.
É só comparar o amor ao dinheiro, e ver que ambos são caminhos pra objetivos. Sejam eles nobres, ou maléficos.
Enfim, aonde quero chegar é, amor e dinheiro sempre estiveram lado a lado. Isso é fato. Imagino eu, que a cada 10 pessoas, apenas 2 talvez não sejam compradas pra dizer um falso "eu te amo".
Dinheiro, tal como o amor, junta pessoas.
Amor, tal como o dinheiro, assim que se acaba, afasta pessoas.
O dinheiro pode ser usado pra corromper, assim como o amor.
O amor pode gerar violência. Assim, como o dinheiro.
Ao dinheiro, a ganância. Ao amor, a possessividade.
Dinheiro, posse. Amor, possessivo.
Não que o dinheiro seja ruim. Não que o amor seja ruim.
O fato é que, o amor sempre foi comercializado. Não é de hoje que existe o falso "eu te amo".
O problema não é dizer "eu te amo" mil vezes.
O problema tá em saber do que se está falando.
Afinal, vemos muitas pessoas dizendo isso, saindo alguns meses, e depois, desatando laços. Términos de contratos.
Não que eu me importe.
Felizmente, ou infelizmente, minha veia emotiva é um pouco fraca. Mas ainda assim, eu sei o que é amar.
Amor próprio, quase natural, quase egoísta. Fruto de temporadas de misantropia e solitude; conhecimento e autoconhecimento. Zelei por minha saúde. Quase insano de um certo ostracismo.
Amei pouco, quando relacionado a amizades. Mas amei o suficiente.
A ponto de contar fatos comprometedores sobre mim, só pra obter risadas em momentos angustiantes.
A ponto de dar a cara a tapa, tentando acalmar marés depressivas.
A ponto de adquirir dores e um certo stress físico, amparando aos quais orgulhosamente chamei de amigos, e as quais carinhosamente chamei de amigas.
A ponto de ouvir coisas que pouco me interessavam.
A ponto de perdoar e demonstrar compaixão, ao invés de seguir e agir com indiferença.
E quem me conhece, sabe o quanto isso significa.
Sabe que foi um esforço incomensurável, pra quem nasceu fundido com o próprio orgulho.
São essas pessoas as quais eu me sinto confiante pra dizer que amo.
Eu nunca digo "eu te amo" pra pessoas as quais eu não confio.
Afinal, era como se eu estivesse distribuindo dinheiro.
Afinal; sou pobre, mas vivo de ideologia.